Este tipo de desenho faz uso extenso das técnicas conhecidas
como sfumato e chiaroscuro, de modo a construir formas, figuras e espaços
através de relações de contraste entre luz e sombra e meios-tons, sendo assim
uma representação composta por manchas e texturas suaves onde a linha
praticamente desaparece entre vários degradês. Os materiais mais usados aqui
são o grafite, o carvão e os pastéis. Instrumentos como o esfuminho auxiliam o
espalhamento do grafite e a gradação de meios-tons e sombras. Materiais como
nanquins e bicos de pena são inadequados para evidenciar os volumes, as sombras
e as formas dos objetos, sendo mais apropriado o uso de aguadas em nanquim
aplicadas em pincel, técnica que concilia tanto uma grande versatilidade
expressiva como um refinado detalhamento tonal.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Tom de linha
Este é um tipo de desenho que pretende, além de delimitar os
objetos, representar suas texturas, mas ainda não incorpora dégradés ou
matizados, gerados pela gradação de tons de cinza (embora o peso das texturas
aplicadas assumam efetivamente tal papel). Pelo seu caráter, é também uma
técnica bastante utilizada na gravura.
O principal elemento deste tipo de desenho é o traçado,
trama ou textura, padrões gráficos que são usados para representar uma
determinada textura, cuja manipulação e gradação de peso permite sombrear os
objetos. A aplicação de valores tonais, organizados a partir de uma fonte de
luz que indica zonas de luz e sombra, acentua a percepção de volume e tridimensionalidade
dos objetos em uma composição, características que reforçam a ilusão de
profundidade em um desenho. Os materiais mais comuns para o uso dessa técnica
são os nanquins (bico-de-pena) e lápis de grafite mais rígido, em espessuras
variadas.
Linha pura
Este é um desenho composto predominantemente por linhas (as
quais simplesmente delimitam os objetos desenhados, sem a intenção de
explicitar seus sombreados ou texturas). É normalmente o primeiro tipo de
desenho com o qual um estudante entra em contato - o que não significa que seja
este um tipo de desenho de pouca complexidade. A linha pura também é utilizada
como etapa inicial do desenho de uma perspectiva.
Gesto
A composição pictórica expressa pelo desenho pode
representar situações e realidades diversas: aquilo que o artista vê quando
desenha, uma cena lembrada ou imaginada, uma realidade abstrata ou, no caso do
desenho automático (proposto pelos surrealistas), pode vir a surgir com o
movimento livre da mão do artista através do papel (ou de outra superfície). No
processo da grafomania entóptica[carece de fontes], em que os pontos são feitos
nos locais das impurezas ou de variações de cor em uma folha de papel em
branco, e as linhas são feitas então entre os pontos, superficialmente falando,
o tema do desenho é o próprio papel.[carece de fontes]
Estas várias atitudes do desenhista em relação
ao resultado do desenho manifestam-se através da técnica escolhida por ele,
evidenciada pelo seu gesto. O gesto está profundamente relacionado à natureza
dos movimentos da mão humana e à forma como a visão (ou o raciocínio visual, de
uma forma geral) os influencia.
Desenho, pintura e gravura
Entre os suportes artísticos tradicionais, três deles
manifestam-se em duas dimensões: o próprio desenho, a gravura e a pintura.
Embora o resultado formal de cada um deles seja bastante diferente (embora o
desenho e a gravura sejam similares), a grande diferença entre eles se encontra
na técnica envolvida.
A gravura difere do desenho na medida em que ela é produzida
pensando-se na sua impressão e reprodução. Seus meios mais comuns de confecção
são a xilogravura (em que a matriz é feita de madeira), a litogravura (cuja
matriz é composta de algum tipo de pedra), a gravura propriamente dita (cuja
matriz é metálica) e a Serigrafia (cuja matriz é uma tela) uma técnica de
imprimir sobre tecido. Existe ainda uma técnica chamada monotipia, mais próxima
da pintura, na qual se obtem apenas uma impressão.
Desenho Artístico
O desenho é um suporte artístico ligado à produção de obras
bidimensionais, diferindo, porém, da pintura e da gravura. Neste sentido, o
desenho é encarado tanto como processo quanto como resultado artístico. No
primeiro caso, refere-se ao processo pelo qual uma superfície é marcada
aplicando-se sobre ela a pressão de uma ferramenta (em geral, um lápis, caneta
ou pincel) e movendo-a, de forma a surgirem pontos, linhas e formas planas. O
resultado deste processo (a imagem obtida), portanto, também pode ser chamada
de desenho. Desta forma, um desenho manifesta-se essencialmente como uma
composição bidimensional formada por linhas, pontos e formas.
A representação do homem vitruviano, como imaginado por
Leonardo da Vinci, é um dos desenhos mais conhecidos do mundo
O desenho envolve uma atitude do desenhista (o que poderia
ser chamado de desígnio) em relação à realidade: o desenhista pode desejar
imitar a sua realidade sensível, transformá-la ou criar uma nova realidade com
as características próprias da bidimensionalidade ou, como no caso do desenho
de perspectiva, a tridimensionalidade.
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